O Rio de Janeiro Despertou: Por Que “Débora” Não É Apenas Mais Um Livro de Terror (Resenha Sincera do Autor)

Esqueça os heróis de capa e a redenção barata. Em "Débora: Mitologia, Sangue e Concreto", eu mergulho no horror que habita o silêncio dos apartamentos de luxo e as raízes podres da Cidade Maravilhosa.

Capa do livro de horror "Débora: Mitologia, Sangue e Concreto" de Robert Gleydson, apoiado na raiz de uma árvore coberta de musgo em uma floresta escura. Ao lado, uma luva com garras metálicas estilo Freddy Krueger e cacos de espelho quebrados e ensanguentados. A cena é sombria e atmosférica.

A atmosfera sombria de "Débora: Mitologia, Sangue e Concreto", onde o horror se esconde nas sombras. (Crédito: Divulgação/Robert Gleydson)

Fala, pessoal! Sejam bem-vindos de volta ao nosso bunker.

Hoje eu vou fazer algo diferente. Geralmente, quando um autor fala do próprio livro, ele age como um pai orgulhoso mostrando fotos do filho feio, jurando que ele é lindo. Eu não vou fazer isso. Eu vou fazer uma autópsia.

Acabei de lançar “Débora: Mitologia, Sangue e Concreto” e, se você acompanha o RobertVerso há algum tempo, sabe que eu não tenho paciência para finais felizes fabricados. A vida não é um filme da Disney; a vida é um açougue com momentos de intervalo para o café. E foi exatamente essa a premissa que usei para construir este livro.

O Que É “Débora”?

Se você espera um romance sobrenatural onde a mocinha se apaixona pelo monstro e o cura com o poder do amor, pare de ler agora. Feche a aba. Vá assistir Crepúsculo de novo.

Débora é o oposto disso. É a história de uma mulher que, após ter sua família massacrada e seu filho arrancado do ventre por uma entidade antiga chamada Tzakah (o “Deus da Fome”), decide que rezar não funciona. Em vez de buscar a luz, ela faz um pacto com a escuridão. Ela aceita uma simbiose com Anthenar, uma deusa da terra e da vingança, transformando-se em algo que não é humano, nem divino. É uma praga necessária.

A trama se passa no nosso quintal: o Rio de Janeiro de 2026. Mas não é o Rio do calçadão e do biscoito Globo. É uma cidade onde o Jardim Botânico esconde entradas para o subsolo místico e onde monstros imortais bebem whisky em mansões no Alto da Boa Vista, discutindo a trivialidade da vida humana enquanto limpam sangue do canto da boca.

A Minha Opinião (Sem Filtro)

Escrever este livro foi, honestamente, um exercício de expurgo. Eu queria criar uma protagonista que fosse o reflexo distorcido da cidade: bela, rica e completamente quebrada por dentro.

O que mais me orgulha neste produto não é a violência gráfica (e tem muita, aviso logo sobre o body horror e o gore), mas a psicologia do trauma. Débora não é uma heroína. Ela é uma sobrevivente que aprendeu a usar “máscaras sociais” para transitar entre nós. Ela frequenta jantares de gala e usa roupas de grife não porque gosta, mas porque é o camuflagem perfeita para uma predadora no topo da cadeia alimentar.

Outro ponto que desenvolvi com cuidado foi a mitologia. Eu cansei dos vampiros europeus clássicos que dormem em caixões. No meu livro, Robert (sim, o meu alter ego imortal está lá como mentor) deixa claro:

“Eu não durmo em caixões. Acho desconfortável e clichê. Gosto da minha cama king size e de lençóis de algodão egípcio”.

Essa mistura do místico com o mundano, do sagrado com o profano, é a espinha dorsal da narrativa.

Por Que Você Deveria Ler?

  1. Pelo Cenário: Ver o Rio de Janeiro sendo tratado como um personagem vivo, que sangra e cobra dívidas, muda a sua perspectiva ao andar na rua.

  2. Pelo Realismo Mágico Sujo: Não há varinhas mágicas aqui. A magia exige carne, exige troca. O sistema de magia é baseado em dor e sacrifício.

  3. Pela Honestidade: O livro admite que, às vezes, para vencer um monstro, você precisa se tornar um monstro pior do que ele.

“Débora” não é um abraço. É um espelho quebrado. Pode cortar, mas reflete a imagem que tentamos esconder.

Se você tem estômago para encarar o abismo sem piscar, o livro está disponível. Se não tem… bom, a ignorância é uma bênção.

Fiquem na paz (ou no caos, se preferirem).

Robert Gleydson


Referências e Inspirações do Manuscrito:

  • Conceito de Monstro Funcional: “Eles eram como eu. Monstros que aprenderam a usar talheres.” – Pág. 175.

  • A Natureza da Magia: “A magia não é bonita. A cura não é bonita… A pele cresceu sobre a carne viva, coçando e estalando.” – Pág. 248.

  • O Vilão: “Tzakah. O Deus da Fome. O Devorador de Linhagens… Seus olhos na estátua eram feitos de rubis gigantescos.” – Pág. 85.

  • A Ambientação: “O Rio de Janeiro amanheceu com a cor de uma ferida cicatrizando… não houve trombetas.” – Pág. 309.


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