Olha, eu precisava desabafar com vocês sobre o que acabei de assistir. Sabe aquele tipo de filme que tenta te convencer a todo custo de que é “arte profunda”, mas no fundo é só uma bagunça vazia? Pois é. Preparem o café (ou um energético), porque hoje vamos falar de Piscina Infinita (Infinity Pool).
1. Introdução (O Contexto)
Eu confesso que fui com uma expectativa lá no alto. O diretor é o Brandon Cronenberg, filho do mestre do body horror David Cronenberg. Pra falar a verdade eu escolhi esse filme para assistir porque imaginei, vendo o cartaz no smartphone, que o ator principal era o Viggo Mortensen (Aragorn de “O Senhor dos Anéis”). O filme veio com aquele selo de “perturbador” e “revolucionário”, prometendo uma crítica ácida à elite. Mas, vou te falar, a sensação que fica é de que a única coisa infinita aqui é a nossa paciência. O filme tenta ser o sucessor espiritual de grandes obras de terror psicológico, mas acaba se perdendo no próprio ego.
2. A Sinopse (Sem Spoilers!)
A trama começa até bem. James (Alexander Skarsgård) meu suposto “Viggo Mortensen” 😂 é um escritor em crise (aquele clichê do autor de um livro só) em busca de inspiração que está num resort isolado no fictício país paradisíaco Li Tolqa com a sua esposa Em Foster (Cleopatra Coleman). Eles conhecem um outro casal no mesmo resort: Alban Bauer (Jalil Lespert) e Gabi (Mia Goth), uma fã sedutora que os convence a sair dos limites seguros do hotel.
Após uma viagem noturna de carro, James sem querer mata um aldeão atropelado. Ao admitir o assassinato, ele descobre que naquele país crimes como esses são passíveis de pena capital, a menos que você seja rico. Se tiver dinheiro, eles criam um clone seu, e você assiste à sua própria cópia ser morta no seu lugar. Bizarro, né? O potencial era enorme.
3. Análise Crítica: Onde o Mergulho Vira Afogamento
Roteiro e Narrativa:
Gente, o primeiro ato é instigante. Mas depois? O roteiro vira um emaranhado de ideias desconexas e irritantes. Parece que o diretor pensou: “Vou jogar um monte de bizarrice na tela e deixar que cada um interprete como quiser”. O resultado é um filme que não tem conclusão, que fica aberto a qualquer coisa e acaba sendo… bom, idiota. A premissa da tecnologia de clonagem nunca é aprofundada; ela é só um desculpa para cenas de sexo e violência gratuita.
Atuações e Personagens:
O Alexander Skarsgård parece um zumbi o filme todo. Eu não consegui sentir empatia, raiva ou qualquer coisa por ele, mas sinceramente, acho que esse era o objetivo da atuação dele. Já a Mia Goth. olha, eu adoro ela, mas aqui ela está no limite da paródia. Sabe o Adam Sandler, que faz sempre o mesmo papel? Sinto que a Mia está virando a “Sandler do terror”. É sempre o mesmo grito, a mesma cara de louca. Ela precisa de novos ares, ou vai saturar rápido.
Aspectos Técnicos:
Visualmente, o filme tenta ser “artístico”, mas só cansa. É tudo azul, tudo escuro, a câmera gira tanto que parece que o objetivo é dar dor de cabeça no espectador. Os efeitos especiais em alguns momentos parecem feitos por um estudante de primeiro semestre de edição. Uma vergonha alheia total nas cenas de “orgia simbólica”.
4. O “Fator Hype” (Expectativa vs. Realidade)
O filme tenta discutir a impunidade dos ricos e a baixa autoestima de um homem que se vê morrer várias vezes. Mas essa crítica social é rasa como uma piscina infantil. Ele quer ser um filme cult, mas falta substância. Ele se perde tentando imitar o estilo do Cronenberg pai, mas sem a elegância ou o propósito dele. É a “pretensão” disfarçada de arte.
5. O que o Diretor quis mostar no final (ou tentou)
Se a gente parar para analisar a “bagunça”, dá para notar que o Brandon Cronenberg quis brincar com a ideia de impunidade extrema. Ele usa essa “realidade paralela” para escancarar como os ricos podem tratar um país subdesenvolvido como um parquinho de diversões sem regras. Mas, na prática, a ideia se perde em meio a tanta cena de sexo e violência gratuita.
Porém, tem um detalhe que talvez você tenha deixado passar: quem realmente morre nas execuções? Existe uma ambiguidade ali. Em alguns cortes de continuidade, parece que o diretor sugere que a pessoa original é quem está sendo executada, e o “clone” é quem assiste a tudo para assumir a vida dela depois. É uma crise de identidade visceral, mas o diretor preferiu deixar isso “aberto para interpretação” (o famoso recurso de quem não sabe terminar uma história).
E aquele final? Vamos falar das urnas! Se você contou direitinho, James teve quatro clones: o da primeira execução, o da execução em grupo, o vestido de guarda que ele espanca e aquele “clone cão”. No entanto, só vimos três urnas. A conta não fecha, o que indica que um James ainda está por aí.
Preste atenção na penúltima cena: o James que vai para o aeroporto tem ferimentos claros no rosto. Mas, na cena final, o James que fica sentado no resort está com a pele impecável, sem marca nenhuma. A teoria é clara: o James original provavelmente ficou para trás (ou foi morto), e quem está tentando voltar para a “civilização” é apenas mais uma cópia sem alma. No fim, o resort virou o único lugar onde aquela versão dele consegue existir.
5. Conclusão e Veredito
Se você gosta de ver cenas chocantes só pelo choque, talvez tire algo daqui. Mas se você busca uma história com começo, meio e fim, ou uma reflexão realmente profunda, passe longe. É um filme esquecível e, sinceramente, ruim de doer.
- Público-alvo: Pessoas que gostam de filmes experimentais e não se importam com falta de nexo.
- Nota: ⭐☆☆☆☆ (1 de 5 estrelas)
Veredito final: Era melhor ter ido ver o filme do Pelé ou simplesmente tirado uma soneca. Não perca seu tempo no streaming.
Prós e Contras (Para quem tem pressa)
| Prós | Contras |
| Premissa inicial interessante | Roteiro confuso e sem propósito |
| Estética visual ousada (no início) | Atuações exageradas e repetitivas |
| Crítica à impunidade (embora rasa) | Cenas de “choque” que beiram o ridículo |
Referências:
Imagem:
- Neon/Divulgação.
