Spartacus Entrou no Multiverso? House of Ashur e o Retorno Sangrento 12 Anos Depois

O vilão venceu! Entenda como a nova série traz Ashur de volta em uma realidade alternativa brutal.

Nick E. Tarabay como Ashur sentado em um trono, ladeado por duas mulheres com vestes romanas, em uma cena promocional da série Spartacus: House of Ashur.

Nick E. Tarabay retorna como o vilão Ashur, agora como um nobre romano, na nova série derivada. (Crédito: Divulgação/Starz)

Caramba, parece que foi ontem, mas já faz 12 anos que a gente se despediu daquela orgia de sangue e areia que foi Spartacus. Se você, assim como eu, sente falta daquela brutalidade estética que a TV a cabo nos proporcionava antes da era do streaming “higienizado”, tenho uma novidade que é, no mínimo, curiosa.

A franquia voltou com Spartacus: House of Ashur. Mas calma lá, não é um reboot e nem uma sequência direta.

Sabe aquela mania da Marvel e da DC de enfiar Multiverso em tudo, a ponto de deixar a gente meio exausto? Pois é. A ironia suprema é que essa tendência chegou até na Roma Antiga. A nova série do MGM+ funciona basicamente como um episódio gigante de “What If…?” (E se…?).

O “E Se…” do Vilão

Lembra do Ashur? Aquele ex-escravo sírio, traiçoeiro e manipulador que a gente amava odiar? No final da série original, ele perdeu a cabeça (literalmente) nas mãos de uma de suas vítimas. Mas aqui, o roteirista Steven S. DeKnight resolveu brincar de deus.

A premissa é insana: Ashur acorda no submundo e dá de cara com Lucretia (a eterna Xena, Lucy Lawless). Ela propõe um exercício mental cruel: e se Ashur não tivesse morrido? E se ele tivesse ajudado a acabar com a rebelião de Spartacus e, como recompensa, ganhado um título de nobreza e sua própria casa de gladiadores?

É isso. Estamos assistindo a uma realidade alternativa onde o vilão venceu.

Sangue, Suor e Nostalgia

O que me pegou de jeito lendo sobre essa estreia é que House of Ashur não tenta reinventar a roda. Pelo contrário, ela abraça o caos que a tornou famosa. Sabe aquele diálogo teatral, cheio de palavrões criativos e uma poética distorcida que virou meme? Está tudo lá.

É como reencontrar aquele velho amigo que é uma péssima influência, mas que garante as melhores histórias. A violência continua hiper estilizada — cortes que sangram como chafarizes — e o CGI da multidão gritando na arena ainda passa aquela sensação de frenesi catártico. E, claro, o sexo continua sendo usado como moeda de troca política, porque, afinal, isso é Spartacus.

O Anti-Herói que a Gente Merece?

Nick E. Tarabay volta ao papel de Ashur e, honestamente, foi uma sacada de mestre. Ele tem aquele carisma de performer que segura a tela. Ver um personagem que foi um servo humilhado se transformar em um nobre arrogante (mas ainda vulnerável às maquinações de Roma) é um prato cheio.

O mundo dá voltas, ou como diria o texto original, ele capota. Ver essa inversão de valores, onde a lealdade é volátil e a ambição é a única lei, soa estranhamente atual, não acha?

No fim das contas, Spartacus: House of Ashur prova que, mesmo depois de uma década, ainda existe espaço para esse tipo de entretenimento visceral. Se até o Gladiador voltou aos cinemas, por que nosso sírio favorito não poderia ter sua chance em uma linha do tempo alternativa?

O multiverso é pop, meus amigos. E agora, também é cheio de sangue e areia. 🛡️🩸


Referências:

  • MGM+ Studios. Spartacus: House of Ashur – Official Series Overview.
  • DeKnight, S. S. Entrevistas sobre o retorno ao universo de Spartacus e o conceito de “What If” histórico.
  • Tarabay, N. E. Filmografia e histórico do personagem Ashur na franquia original.

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