E aí, pessoal.
Pois é. Aconteceu. Depois de tanto tempo de espera, de tantos “e aí, quando nasce o seu bebê?”, eu finalmente posso respirar fundo e dizer: está pronto. Está no mundo.
O meu novo livro, “A Ópera dos Desesperados”, está oficialmente lançado. E, cara… que jornada.
Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu sou transparente sobre os meus processos. E preciso confessar: este livro quase me venceu.
O Desespero do Processo Criativo
Escrever é, em essência, um ato solitário. Mas este projeto foi diferente. Não foi um único mergulho no abismo, foram dez.
“A Ópera” é uma coletânea de contos. Dez histórias. E para que cada uma delas soasse verdadeira, eu precisei encontrar uma voz muito específica. Uma voz crua, cínica, direta. Uma voz que não tivesse medo de olhar para o feio, para o desconfortável.
Houve dias em que eu terminei de escrever um conto e precisei de horas para “voltar ao normal”. É pesado mexer com esse material. É difícil ser o condutor de personagens que não buscam redenção, que só querem… sobreviver. Ou se afundar de vez.
O desafio não foi a falta de tempo, mas o peso emocional. Foi preciso coragem para não filtrar, para não aliviar, para não tentar colocar um laço bonito no final da história. Porque a vida real, muitas vezes, não tem.
O Rio de Janeiro que ninguém mostra
Vamos ao que interessa. O que espera por vocês nessas páginas?
Primeiro: esqueça os guias turísticos. Esqueça o Cristo Redentor de braços abertos. O Rio de Janeiro deste livro te recebe com um empurrão.
Eu quis escrever sobre a cidade que eu vejo, a que borbulha no fundo dos copos, nos becos escuros da Lapa, nos apartamentos solitários de Copacabana. O cenário aqui é o do asfalto quente, dos becos que cheiram a mijo e oportunidade. É uma beleza que só existe para acentuar a decadência.
São dez contos viscerais sobre desejo, poder, humilhação e a busca desesperada por algum sentido no meio do caos. Cada história é uma dose de realidade servida sem gelo.
Quem diabos é Robert?
Ao longo dos contos, vocês vão notar uma presença, ou melhor, um nome: Robert.
Mas quem é Robert?
Ele não existe. Ou melhor, ele existe em todos os lugares.
Robert é o médico cansado num plantão de hospital. É o soldado esquecido numa guerra que não é sua. É o escritor fracassado afogando a inspiração no fundo de um copo.
Ele não é um herói. É um nome, uma desculpa, um estado de espírito. É a face do malandro carioca, o cinismo que todos nós carregamos, a busca por sentido quando tudo parece perdido. Em cada conto, ele é uma nova face desse desespero.
Você tem coragem de olhar o reflexo?
Eu precisei ser brutalmente honesto nestas páginas. Por isso, aviso: este livro não é um abraço. É um espelho quebrado.
“A Ópera dos Desesperados” é um convite para a plateia de um espetáculo que acontece todos os dias nas nossas ruas. Não há assentos marcados e, definitivamente, a peça não tem um final feliz.
Mas há honestidade. Há intensidade. E, acima de tudo, há verdade.
Agora, a história não é mais minha. É de vocês.
Um brinde aos desesperados. Pegue seu copo. A noite vai ser longa.
O livro já está disponível. Você pode conferir todos os detalhes, a sinopse completa e, claro, garantir o seu exemplar diretamente no link abaixo:
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Depois, por favor, voltem aqui e me digam o que acharam. Estou ansioso (e um pouco nervoso, confesso) para saber como essa ópera vai soar para vocês.
Um grande abraço!
