• Blog
  • Meus Livros
  • Portal
  • Reflexões
    • Pensamentos
    • Passeio fora da mente
    • Rapidinha
  • Produtividade
  • Cultura Nerd
    • Tecnologia
    • Literatura
    • Crônicas
  • Estilo de Vida
    • Moda
    • Saúde
    • Relacionamentos
    • Humor
    • Desenvolvimento Pessoal
    • Música e poesia
  • Sobre Gleydson
    • Fale comigo
    • Sobre mim
    • Minhas Obsessões
    • Política de privacidade
    • Termos e Condições de Uso do Site
    • Termos e Condições de Uso da ferramenta de comentários do site
Sem Resultados
Ver todos os Resultados
Gleydson Homepage
  • Blog
  • Meus Livros
  • Portal
  • Reflexões
    • Pensamentos
    • Passeio fora da mente
    • Rapidinha
  • Produtividade
  • Cultura Nerd
    • Tecnologia
    • Literatura
    • Crônicas
  • Estilo de Vida
    • Moda
    • Saúde
    • Relacionamentos
    • Humor
    • Desenvolvimento Pessoal
    • Música e poesia
  • Sobre Gleydson
    • Fale comigo
    • Sobre mim
    • Minhas Obsessões
    • Política de privacidade
    • Termos e Condições de Uso do Site
    • Termos e Condições de Uso da ferramenta de comentários do site
Sem Resultados
Ver todos os Resultados
Gleydson Homepage
Sem Resultados
Ver todos os Resultados
Início Cultura Nerd

Assisti “O Inocente” – A Grandeza e o Pessimismo do Último Ato de Luchino Visconti

Em seu último filme, Luchino Visconti explora traição, ciúmes e o fim de uma era com maestria e pessimismo.

25 de setembro de 2024
Em Cultura Nerd
Tempo de leitura:  4 minutos de leitura
A A
0
Capa do BluRay do filme "O Inocente" de 1976
PATROCINADOR

Hoje assisti ao filme “O inocente”, de Luchino Visconti produzido em 1976. A minha história com esse filme é épica: eu assiti quando tinha por volta de 10 ou 11 anos (não sei como me deixaram ver um filme desse) e ele ficou na minha mente.

Passaram-se as décadas, a memória sumiu, mas ainda lembrava de uma pequena parte próxima do final do filme onde o personagem é o bebê, só que nos fragmentos de memória eu imaginava que o filme se passava na Rússia (talvez por causa da neve no natal) e não na Itália.

O Filme, que é pesadíssimo e bem triste, é baseado em um livro “O Inocente” de Gabriele D’Annunzio (nascido em 1863)  e conta a história do aristocrata Tullio que é casado com Giuliana e mantém uma amante chamada Teresa, e que faz questão de a assumir para a sua esposa, chegando ao extremo de chorar no colo da mulher traída ao ser rejeitado pela donzela. Tudo muda quando sua esposa resolve dar o troco.

Um pouco sobre o filme que levantei em pesquisas na Internet:

Ficha técnica:

L’INNOCENTE  – 1976
Produção Franco Italiana
Estilo: Drama – Romance
DIREÇÃO: Luchino Visconti
ROTEIRO: Gabriele D’Annunzio (romance), Suso Cecchi D’Amico (roteiro) & Enrico Medioli (roteiro)
DURAÇÃO: 129minutos
PRODUTORAS: Rizzoli Film (co-production)
DISTRIBUIDORAS: Cineriz (1976)

Elenco:

Giancarlo Giannini: Tullio Hermil
Laura Antonelli: Giuliana Hermil
Jennifer O’Neill: Teresa Raffo
Rina Morelli: Tullio’s Mother
Massimo Girotti: Count Stefano Egano
Didier Haudepin: Federico Hermil
Marie Dubois: The Princess
Roberta Paladini: Miss Elviretta
Claude Mann: The Prince
Marc Porel: Filippo d’Arborio

Sinopse:

img
Sinopse
Tullio, um aristocrata da alta sociedade italiana do século XIX, está experimentando uma grande reviravolta em sua vida: após trair sua esposa Giuliana e fazer questão que ela descobrisse, ela está experimentando do mesmo remédio, já que ela acabou se apaixonando por um escritor. O pior acontece quando ele recupera o interesse pela mulher.

DAQUI EM DIANTE CONTÉM SPOILERS!!!!

Um pouco sobre o filme:

O Diretor Luchino Visconti, já enfraquecido por um derrame, estreou “O Inocente” de 1976 em seus últimos dias. Impossibilitado de controlar integralmente a produção, dependia de sua equipe para concluir o filme. Embora não tenha tido o mesmo rigor de seus trabalhos anteriores, “O Inocente” permanece uma obra singular, marcada pelo pessimismo profundo e pelo estilo aristocrático que sempre permeou a filmografia de Visconti.

A direção de arte e figuras nos transportam para o fim do século XIX. A escolha de Visconti de adaptar a obra de Gabriele D’Annunzio é especialmente curiosa. D’Annunzio, admirado pelo regime fascista de Mussolini, havia caído em desgraça, mas isso não impediu o diretor de extrair nuances complexas da sua narrativa.

Visconti morreu em 17 de março de 1976, e seu amigo, Ruggero Mastroianni (irmão de Marcello Mastroianni), ficou encarregado da montagem final.

As escolhas do elenco e os bastidores tumultuados

Visconti planeja escalar Romy Schneider como Giuliana, mas desistiu porque na época ela estava grávida. Também queria Alain Delon como Tullio. Delon, entretanto, recusou o papel, alegando compromissos contratuais que o impediriam de trabalhar no projeto (só seria liberado por US$ 1 milhão e 25% da receita bruta líquida do filme em todo o mundo). Mais tarde, Delon admitiu que poderia ter conseguido se libertar do contrato, mas temia trabalhar com Visconti, relembrando a intensidade de suas colaborações anteriores, como em “Rocco e Seus Irmãos” e “O Leopardo”.

No papel de Tullio, acabou escalando Giancarlo Giannini, um ator mais conhecido por suas comédias. Embora talentoso, muitos críticos consideram que Giannini não trouxe a intensidade interessante ao papel do aristocrata que, após desprezar sua esposa, Giuliana, passa a ser consumida pelo ciúme quando ela se envolve com outro homem.

A complexidade das relações e o trágico final

A trama gira em torno de Tullio, que abertamente declara seu amor por sua amante, Teresa, à esposa Giuliana. Mas quando Giuliana engravida de um escritor, Tullio fica incapaz de lidar com o ferimento em seu orgulho e decide tomar medidas drásticas. O trágico final, onde Tullio mata o bebê recém-nascido, é um dos momentos mais sombrios e pessimistas da obra de Visconti. A frase “pai é quem cria” é dita por Tullio com ares de acessibilidade, mas sua decisão final revela sua incapacidade de aceitar a humilhação e o colapso de sua própria moralidade.

A beleza trágica de Laura Antonelli, no papel de Giuliana, é outro ponto alto do filme. Infelizmente, a atriz teve sua carreira interrompida nos anos 80 após uma cirurgia plástica malsucedida. Já Jennifer O’Neill, que interpreta Teresa, traz um charme arrebatador, especialmente no estágio do filme. A cena final, em que Teresa foge após a morte de Tullio, é uma das mais marcantes do cinema de Visconti, com uma imagem congelada que simboliza a morte da aristocracia.

Uma das curiosidades mais citadas é que a mão que abre o livro nos créditos iniciais é a de Visconti. Após seu derramamento, ele ficou com o braço esquerdo paralisado e teve dificuldades para controlar detalhes minuciosos nas filmagens, como o posicionamento de um véu que, para ele, simbolizava a traição de Giuliana. Incapaz de arrumar a cena do jeito que imaginava, Visconti teve uma crise de frustração no set, direcionando sua raiva principalmente para Helmuth Berger, seu amante e colaborador, o que adiciona um tom de tragédia pessoal à produção.

A morte foi uma constante em O Inocente e na vida de Visconti durante sua criação. No leito de morte, enquanto concluía o filme, ele pediu para ouvir repetidamente a Segunda Sinfonia de Mahler, como se estivesse se preparando para o fim realizado. Poucos dias depois, faleceu, deixando seu último filme como um adeus amargo e poético ao mundo que tanto retratou: a aristocracia em decadência.

Referências:

  • The New York Times – “Luchino Visconti, The Final Films
  • The Criterion Collection – “O legado de Visconti no cinema italiano “

Como você avalia esse conteúdo?

Clique nas estrelas

Como você achou esse post útil...

Sigam nossas mídias sociais

Lamentamos que este post não tenha sido útil para você!

Vamos melhorar este post!

Diga-nos, como podemos melhorar este post?

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Tags: aristocracia decadentecinema italianoGiancarlo GianniniJennifer O'NeillLaura AntonelliLuchino ViscontiO Inocente filme
EnviarCompartilharTweet
Robert Gleydson

Robert Gleydson

Bem-vindo(a)! Sou Gleydson, e minha carreira se move na interseção entre a tecnologia, a arte e a comunicação. Como desenvolvedor de software e publicitário pós-graduado, meu foco é construir projetos que sejam não apenas funcionais, mas também criativos e esteticamente atraentes. ?

Sou um aficionado por fotografia, filmagem e por contar histórias, seja através de linhas de código ou de um texto bem escrito. Nas horas vagas, um bom filme, um livro interessante acompanhado de um ótimo café ☕ ou uma conversa inspiradora me recarregam.

Explore meu portfólio e vamos nos conectar para falar sobre tecnologia, criatividade e novas ideias. ?

Relacionadas Postagens

Personagens de Spartacus House of Ashur em trajes de batalha e togas romanas em um cenário de arena rústico.
Cultura Nerd

Resenha de Spartacus: House of Ashur S01E10 em três letras: PQP!!!

8 de fevereiro de 2026

Eu ainda estou tentando processar o que acabou de acontecer na tela da minha TV. Sabe aquele sentimento de ser atropelado por um caminhão de emoções e ainda pedir a placa? Pois é. Terminei o décimo episódio dessa primeira...

David e Katia, os protagonistas do filme 29 Palms, em uma piscina com expressões de desolação e cansaço.
Cultura Nerd

Critica do filme “29 Palms”: Uma viagem ao nada com destino ao bizarro

30 de janeiro de 2026

Fala, pessoal! Senta aqui que hoje eu preciso desabafar sobre uma das experiências mais frustrantes que já tive na frente de uma tela. Sabe aquele filme que todo mundo chama de "cult" mas que parece um teste de paciência?...

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

I agree to the Terms & Conditions and Privacy Policy.

Playlist para ouvir enquanto lê:

CATEGORIAS

  • Contos (5)
  • Crônicas (4)
  • Cultura Nerd (96)
  • Desenvolvimento Pessoal (6)
  • Estilo de Vida (21)
  • Humor (2)
  • Literatura (17)
  • Moda (2)
  • Música e poesia (5)
  • Organização e Produtividade (8)
  • Passeio fora da mente (28)
  • Pensamentos (40)
  • Pequenas Maravilhas (2)
  • Rapidinha (54)
  • Reflexões (88)
  • Saúde (9)
  • Tecnologia (17)
  • Início
  • Sobre mim
  • Contato

© 2025 Gleydson - Tema editado por Robert.

Bem vindo(a) de volta!

Faça login na sua conta abaixo

Esqueceu a senha? Sign Up

Crie uma Nova Conta!

Preencha os formulários abaixo para se cadastrar

*By registering into our website, you agree to the Terms & Conditions and Privacyhttps://www.gleydson.com.br/politica-de-privacidade/Policy.
Todos os campos são necessários. Log In

Recuperar sua senha

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In
Sem Resultados
Ver todos os Resultados
  • Blog
  • Meus Livros
  • Portal
  • Reflexões
    • Pensamentos
    • Passeio fora da mente
    • Rapidinha
  • Produtividade
  • Cultura Nerd
    • Tecnologia
    • Literatura
    • Crônicas
  • Estilo de Vida
    • Moda
    • Saúde
    • Relacionamentos
    • Humor
    • Desenvolvimento Pessoal
    • Música e poesia
  • Sobre Gleydson
    • Fale comigo
    • Sobre mim
    • Minhas Obsessões
    • Política de privacidade
    • Termos e Condições de Uso do Site
    • Termos e Condições de Uso da ferramenta de comentários do site
Este site usa cookies. Ao continuar a utilizar este website está a consentir a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.
%d